Veja entrevista do The Ready Set para a revista Ragged

Veja entrevista do The Ready Set para a revista Ragged

 



Se você pensava que só havia espaço para um pop star incrivelmente fofo, com cabelo castanho atravessado na testa, você certamente estava enganado.

Uma rápida espiada no vídeo de “Love Like Woe”, o hit single do The Ready Set (também conhecido como Jordan Witzigreuter), no Youtube e você verá que mais de 11 milhões de espectadores foram contagiados pela música com um quê de eletrônico que anima pistas de dança. E essa é apenas uma das suas músicas.

No ultimo um ano e meio, o garoto de 21 anos vem lentamente subindo nas estaísticas com o seu álbum de estréia com uma gravadora, I’m Alive, I’m Dreaming, o que ajudou o cantor/compositor a dar partida a uma base de fãs que surgiu rapidamente. Como um dos primeiros a assinar com a gravadora Decaydance do Pete Wentz (Fall Out Boy), TRS foi colocado debaixo das asas da estrela do pop punk que foi seu mentor antes dele abrir os portões.

“[Wentz] me deu alguns conselhos bem criteriosos sobre como lidar com o que está acontecendo agora,” Diz witzigreuter, durante um dia quente de inverno em um parque em L.A. “Ele falou sobre como decidir o que eu quero fazer e garantir que eu  sempre faça o que meus instintos me dizem – ter certeza de que eu não estou deixando ninguém tomar a decisão por mim. O que é ótimo porque era o que eu queria quando eu assinei – uma gravadora que continuaria me deixando no controle de tudo.”

Falando em ter o controle de tudo, Witzigreuter não deixou nada ao acaso quando gravou seu álbum e fez todo o instrumental do I’m Alive, I’m Dreaming. “Sempre fui só eu,” ele diz. “Quando eu comecei a fazer isso, era apenas eu no meu porão passando tempo com meu teclado, fazendo músicas eletrônicas não muito boas e cantando em um microfone barato. E foi disso que eu meio que construí tudo: eu compondo músicas que eu queria compor. E se eu quiser bateria de verdade numa música, eu toco; se eu quiser piano de verdade, eu toco. Eu tento manter isso como algo de um homem só, basicamente.”

Essa determinação o ajudou a entrar no mundo da música com apenas 16 anos, quando seu amor por bandas como Green Day e Blink182 o fizeram se juntas a bandas e decidir entrar na estrada em turnê. Surpreendentemente, seus pais aceitaram e o deixaram entrar em turnê. “Eles foram tranqüilos quanto a isso, mas aquilo tudo foi terrível,” ele ri. “Eu perdi um monte de dinheiro e foi uma absoluta piada, mas eu acho que isso foi um estímulo.”

Marcando seus shows com as pessoas no Myspace após se formar no ensino médio, Witzigreuter começou a juntar uma base de fãs e aos poucos trocou a SUV de seus pais por uma vã que depois foi trocada por um ônibus de turnê, no qual ele viaja pelo país. Nesse meio tempo, aquelas relações que ele foi capaz de criar pelo Myspace foram o que ajudaram um jovem nascido na região Centro-Oeste em um ambicioso músico em turnês de verdade.

“Eu postava um comunicado dizendo, ‘Aqui estão as cidades que eu queri ir. Me responda se você puder me ajudar e eu vou tocar no seu porão ou qualquer coisa assim,’” ele relembra. “Eu gastava boas 6 a 8 horas por dia naquilo só comentando de volta e tentando manter uma grande presença online. Mas aquilo foi uma das coisas mais esperançosas pra mim naquela época, porque foi realmente o que fez tudo começar.” Mas aqueles primeiros fãs que deixaram o pop star em desenvolvimento tocar nos porões dos seus pais não se transformaram em memórias distantes.

“Eu continuo vendo um monte deles nos meus shows e eles são os que eu normalmente acabo falando e fazendo questão de dar um oi. Porque eles estão comigo há tanto tempo,” ele diz, puxando uma de suas longas mechas de cabelo irregulares que se sobressaem por trás de seu pescoço. “Eles são basicamente a origem de tudo.”